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    Sou Francine Ribeiro de Moura, em arte Francine Moura. Mulher negra, natural de Angra dos Reis - RJ, residente em São Paulo - SP embora com base no Rio de Janeiro - RJ também.

 

   Amo criar espaços e imagens e encontro nas artes visuais, artes do corpo e na arquitetura, movimentos para me expressar no mundo. Atuo como arquiteta, cenógrafa, diretora de arte, figurinista e carnavalesca. A dança também possui lugar importante na minha vida já que considero caminho para me conectar comigo mesma e nesse sentido, me entrego como dançarina, intérprete-criadora e performer.

   Sou graduada em Arquitetura e Urbanismo e pós-graduada em Educação, Relações Étnico-Raciais e Sociedade e também em Projeto de Arquitetura na Cidade Contemporânea. Apesar da aproximação com a academia, acredito fortemente nas pesquisas autônomas, formações livres e principalmente na sabedoria dos meus mais velhos.

  Possuo vivências em diversas áreas do departamento de arte de produções audiovisuais. Crio e executo visualidades em linguagens múltiplas como curta metragem, longa metragem, documentário, série, websérie, videodança, videoclipe e também atuo em demais projetos artísticos como carnaval, shows, ensaios fotográficos, exposições, eventos e espetáculos.

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    No campo da arquitetura, interiores e construção civil, tenho experiência em projeto, obra e manutenção predial tanto comerciais quanto residenciais. Também já atuei com pesquisa e preservação de patrimônio histórico. Junto ao artista Lumumba Afroindígena, assino a coautoria do monumento em homenagem ao negro arquiteto Tebas, localizado na Praça da Sé, centro de São Paulo e entregue à cidade em novembro de 2020.

   Tenho relação com a dança desde que apreendo, quando criança, a potência do corpo. Entreguei-me ao ballet clássico, ballet moderno, sapateado, danças de salão, dança do ventre egípcia até me encontrar efetivamente nas danças afro-diaspóricas, lugares que estou atualmente. Pesquiso de forma autônoma o samba no pé e possuo vivências das corporeidades das Escolas de Samba sendo passista, musa de bateria, porta-estandarte e integrante de ala de passo marcado.

    Nos últimos três anos tenho dedicado meu amor, energia e habilidades sobretudo a projetos artísticos e arquitetônicos afro-referenciados no estúdio que leva o meu nome e que tem majoritariamente profissionais negrxs na equipe de trabalho.

 

   Atualmente sou diretora de arte e artista-pesquisadora do Núcleo de Estudos em Corporeidades Negras, carnavalesca, diretora de arte e integrante do corpo de dança do Bloco Afro-Afirmativo Ilu Inã e diretora de arte e intérprete-criadora de Macuas Cia Cênica.

Com Axé

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visualidades . arquitetura

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corporeidades . dança